Blog do DD ʕ´•ᴥ•`ʔ

Sonhar não custa nada

Meus sonhos normalmente vêm acompanhados de uma sensação de desconforto, de que algo está errado. Talvez seja uma forma de a ansiedade mandar o recado de que pode me pegar quando bem entender, até mesmo durante o sono. Raros são os sonhos bons.

Na noite passada, tive um sonho… interessante! A sensação de desconforto estava lá, como de costume, e vinha do fato de que eu talvez não devesse estar naquele lugar, que não me era familiar. Por algum motivo, o local pertencia “aos xeques árabes”, e eu estava ali como intruso. Era repleto de pequenas piscinas interconectadas, uma do lado da outra. Ou seja: nesse sonho eu havia invadido um complexo de piscinas, e estava com medo de ser descoberto.

Eu sempre fui chamado de “nojento” e “fresco” por ser germofóbico. Nunca gostei que outras pessoas toquem a minha comida, mordam, usem meu garfo, ou que bebam do meu copo. Sim, eu ouvi muito “mas e quando você for beijar uma menina?” durante minha fase de crescimento (risos). Quase desnecessário dizer então que água de piscina pública me causa um pouco de repulsa. Porém, nesse sonho, por algum motivo a água era absurdamente pura, mesmo que outras pessoas estivessem dentro dela. Não era apenas cristalina; ela emanava uma pureza perfeita!

Infelizmente eu sou um sujeito muito cínico. Não acredito em “significado dos sonhos”, “horóscopo”, e coisas do tipo. Porém, aquela água era tão embasbacantemente pura que meu cinismo se dissipou por alguns segundos, e naquele pequeno intervalo, peguei o meu celular para pesquisar o significado de sonhar com água. Li sobre sonhos com tsunamis, águas turvas, água corrente, mas eram as explicações sobre sonhos com água cristalina que me interessavam. E, segundo os sites que encontrei, eles significam uma mudança maravilhosa que se aproxima na vida da pessoa.

Pois bem, naquela manhã tomei pela primeira vez uma dose de Whey. Acho que é de uma marca ruim, porque é barato e parece que estou tomando areia triturada. Saí de casa, malhei, almocei. Havia algo chato, cansativo e sujo que eu deveria ter feito no trabalho, mas que outra pessoa fez antes de mim, me livrando daquele fardo. Glória! Mais tarde, passei numa agência dos Correios e comprei um chip da Correios Celular, e fiz a portabilidade, deixando a Claro. Mudanças…

Mas um sonho com água tão cristalina parecia prometer tão mais...

Cheguei em casa, tomei um café da tarde atrasado, tomei um banho, iniciei a brincadeira com a hashtag #vamosjogar no Mastodon, fiz um servicinho pro meu irmão, e depois resolvi jogar o meu Genshin Impact de todo dia. Só que aí me deparei com a mudança derradeira deste dia que começou com o sonho com águas pornograficamente puras: o LED azul do meu PS4 não acende. O aparelho está mortinho-mortinho; nem um sinalzinho de vida sequer! Não é a primeira vez que ele pifa. Já são dez anos de serviço, e não é como se os hardwares da Sony tivessem a fama de serem resistentes e duradouros. Mesmo assim, dói, especialmente quando o momento não permite o conserto ou sua substituição. Talvez seja a materialização da sensação de desconforto, de que algo está errado, como nos meus sonhos.

Talvez eu devesse ter jogado na loteria. Quem sabe assim eu não seria aceito no clubinho das águas claras dos xeques árabes? Eu poderia finalmente comprar um PS5. Sonhar não custa nada...